Biópsia de mama: os 4 tipos e quando cada um é indicado

PAAF, core biopsy, mamotomia e biópsia cirúrgica: um guia claro sobre os 4 tipos de biópsia de mama, quando cada um é indicado e o que esperar.
Dra. Nayara Carvalho de Sá realiza ultrassonografia mamária, exame que também guia as biópsias de mama

Receber a indicação de uma biópsia de mama assusta — mas ela é, na prática, a etapa que traz clareza: é o exame que diz com certeza se uma alteração é benigna ou maligna. E um dado que tranquiliza: a maioria das biópsias mamárias tem resultado benigno. Neste guia, explico os 4 tipos de biópsia, quando cada um é indicado e como se preparar.

Para que serve a biópsia de mama?

A biópsia retira uma pequena amostra da lesão — células ou fragmentos de tecido — para análise por um patologista, que emite o laudo anatomopatológico. Hoje, praticamente todas as biópsias são guiadas por exames de imagem (ultrassom ou mamografia), o que garante precisão milimétrica: a agulha vai exatamente ao ponto que precisa ser investigado.

Os 4 tipos de biópsia mamária

1. Punção por agulha fina (PAAF)

A biópsia por agulha fina usa uma agulha finíssima para aspirar células da lesão. É rápida, minimamente invasiva e muito usada para esvaziar cistos e avaliar linfonodos da axila. Entenda mais sobre cistos mamários aqui.

2. Biópsia por agulha grossa (core biopsy)

A core biopsy retira pequenos fragmentos de tecido com anestesia local, geralmente guiada por ultrassom. É o método padrão para investigar nódulos sólidos — como os suspeitos de câncer ou os prováveis fibroadenomas — porque fornece material suficiente para um diagnóstico preciso e, se necessário, para exames complementares como a imunohistoquímica.

3. Biópsia a vácuo (mamotomia)

A mamotomia usa uma agulha acoplada a um sistema de vácuo que colhe fragmentos maiores e em maior quantidade, por uma única entrada de poucos milímetros. É a técnica de escolha para microcalcificações e outras lesões que exigem amostragem ampla — e, em casos selecionados, consegue remover completamente a lesão, evitando uma cirurgia. Também é feita com anestesia local, sem internação.

4. Biópsia cirúrgica

Reservada para situações específicas: quando as biópsias por agulha não foram conclusivas ou quando a lesão precisa ser retirada por completo em bloco cirúrgico. É a única modalidade que exige ambiente hospitalar.

Qual biópsia é a certa para o meu caso?

A escolha depende do tipo de lesão (sólida, cística ou calcificação), do tamanho, da localização e do que os exames de imagem mostram. Essa decisão é individualizada — e é papel da mastologista explicar por que determinada técnica é a mais indicada para você.

Perguntas frequentes

Biópsia de mama dói?

Não deve doer. As biópsias por agulha são feitas com anestesia local — o que se sente é pressão, não dor.

Fazer biópsia pode “espalhar” o câncer?

Não. Esse é um mito. A biópsia é segura e é justamente o que permite diagnosticar e tratar no tempo certo.

Quanto tempo demora o resultado?

Em geral, o laudo fica pronto em até duas semanas, variando conforme o laboratório e a necessidade de exames complementares.

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Sou a Dra. Nayara Carvalho de Sá, mastologista titulada pela SBM com fellow em imaginologia mamária e procedimentos minimamente invasivos — biópsias guiadas por imagem são a minha área de dedicação especial. Atendo em duas clínicas parceiras em BH. Agende seu exame ou biópsia →

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