Fez uma biópsia a vácuo e descobriu que ficou um “clipezinho” dentro da mama? Calma: ele foi colocado de propósito, tem uma função importante e as respostas diretas são estas — o clipe marcador serve para identificar o local exato da biópsia, é inofensivo e compatível com os exames futuros — e o destino dele depende do resultado: se a lesão for benigna, ele simplesmente fica; se for preciso operar, é ele que aponta o local exato do tratamento e sai na própria cirurgia. Neste artigo, explico tudo o que as pacientes me perguntam sobre ele.
O que é o clipe marcador?
É um marcador metálico de poucos milímetros, posicionado no leito da biópsia ao final de toda mamotomia (biópsia a vácuo) — essa é a regra, sem exceção. Já nas outras biópsias por agulha, como a core biopsy e a PAAF, o clipe não é utilizado.
Para que ele serve?
A mamotomia retira fragmentos maiores e, em muitos casos, remove a lesão por completo. E aí vem a pergunta: se a lesão saiu inteira, como saber depois onde ela estava? A resposta importa principalmente em um cenário. Imagine a investigação de uma lesão de poucos milímetros — um foco de microcalcificações, por exemplo. Se o anatomopatológico mostrar um câncer ou uma atipia, será preciso operar aquela área para garantir o tratamento completo — e, como a lesão pode ter sido totalmente removida na biópsia, é o clipe que mostra à cirurgiã exatamente onde está a área tumoral a ser tratada. Já nos resultados benignos, ele cumpre um papel mais tranquilo: servir de referência para que os exames de acompanhamento comparem sempre a área certa ao longo dos anos.
O clipe é seguro? Preciso retirar algum dia?
Seguro é — e a retirada depende do resultado da biópsia. Se a lesão for benigna — como um fibroadenoma —, o clipe permanece na mama: é inofensivo, compatível com os exames futuros e não exige nenhum cuidado especial; depois do período de recuperação da mamotomia, você segue a vida normalmente. Se o resultado indicar câncer ou atipia, a cirurgia é feita no local marcado pelo clipe — e ele é removido junto, na própria operação. Ou seja: você nunca precisa se preocupar em “tirar o clipe”; ele fica ou sai conforme o seu tratamento.
Ele aparece nos exames?
Sim — e é assim que ele cumpre o papel. O clipe é visível nos exames de imagem, como a mamografia, e é imediatamente reconhecido pelo radiologista como marcador de biópsia. Na prática, ele conta a história da sua mama para qualquer médico que a examine no futuro: “aqui houve uma biópsia, e esta é a área a comparar”.

Perguntas frequentes
Vou sentir o clipe na mama?
Não. Ele tem poucos milímetros e fica dentro do tecido mamário — não é sentido no dia a dia, não incomoda e não limita nenhuma atividade.
Toda biópsia de mama deixa clipe?
Não. Na mamotomia, o clipe é sempre colocado ao final. Na core biopsy e na PAAF, ele não é utilizado.
Preciso avisar sobre o clipe nos próximos exames?
Vale sempre informar que você já fez biópsia e levar os laudos anteriores. O clipe será identificado na imagem de qualquer forma, mas o histórico completo torna a leitura comparativa ainda mais precisa.
O clipe atrapalha o resultado da mamografia?
Não. Ele é reconhecido como marcador pelo radiologista e não interfere na avaliação do tecido mamário — pelo contrário: ajuda a comparar a área certa entre um exame e outro.
Vai fazer uma biópsia a vácuo em Belo Horizonte?
Sou a Dra. Nayara Carvalho de Sá, mastologista titulada pela Sociedade Brasileira de Mastologia, com fellow em imaginologia mamária e procedimentos minimamente invasivos pela Redimama. Realizo biópsias mamárias guiadas por imagem — incluindo a mamotomia, sempre finalizada com o clipe marcador — na Redimama e na Lume Diagnósticos. Agende seu exame ou biópsia →



