Mamografia: quando fazer, como é o exame e por que ele salva vidas

Anual a partir dos 40 anos: entenda por que a mamografia salva vidas, como o exame é feito, se dói e o que significa o resultado BI-RADS.
Dra. Nayara Carvalho de Sá analisa uma mamografia contra a luz, exame usado na detecção precoce do câncer de mama

A mamografia é o exame que mais salva vidas quando o assunto é câncer de mama: é o único método de rastreamento com redução de mortalidade comprovada em grandes estudos. Ela consegue enxergar alterações antes de qualquer sintoma — quando o tumor ainda não é palpável e as chances de cura são muito maiores. Aqui você encontra as respostas para as dúvidas mais comuns: quando fazer, como é o exame e se dói.

A partir de que idade fazer mamografia?

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e a FEBRASGO recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos para mulheres de risco habitual. Quem tem histórico familiar importante ou outros fatores de risco pode precisar começar mais cedo — essa definição é individual, feita em consulta. Veja em detalhes o que dizem as diretrizes de rastreamento.

Como o exame é feito?

A mamografia é rápida — cerca de 15 minutos no total. Cada mama é posicionada no aparelho e comprimida por alguns segundos entre duas placas, o que é essencial para gerar imagens nítidas com a menor dose possível de radiação. São feitas, em geral, duas imagens de cada mama.

Mamografia dói?

A compressão pode incomodar, mas dura poucos segundos e é bem tolerada pela grande maioria das mulheres. Uma dica prática: se as suas mamas ficam mais sensíveis no período pré-menstrual, agende o exame para a semana seguinte à menstruação.

O que significa o resultado (BI-RADS)?

O laudo da mamografia usa a classificação BI-RADS, uma escala padronizada que vai de 0 a 6 e orienta o próximo passo:

  • BI-RADS 0 — exame inconclusivo: são necessárias imagens adicionais ou comparação com exames anteriores para fechar a avaliação;
  • BI-RADS 1 — exame normal, sem achados;
  • BI-RADS 2 — achados benignos (como cistos simples ou calcificações típicas): seguir a rotina normal;
  • BI-RADS 3 — achado provavelmente benigno: em vez de biópsia, indica-se acompanhamento com novo exame em intervalo curto (geralmente 6 meses);
  • BI-RADS 4 — achado suspeito: uma biópsia é indicada para esclarecer — é o caso, por exemplo, de algumas microcalcificações;
  • BI-RADS 5 — achado altamente suspeito: a biópsia é indicada com prioridade;
  • BI-RADS 6 — usado quando o câncer já foi confirmado por biópsia e o exame serve para planejamento ou controle do tratamento.

Um lembrete importante: receber um BI-RADS 4 não significa ter câncer — a maioria dessas biópsias tem resultado benigno. Significa apenas que a alteração precisa ser investigada com o cuidado que ela merece.

E se a minha mama for densa?

Mamas densas — comuns em mulheres mais jovens — podem dificultar a leitura da mamografia. Nesses casos, a ultrassonografia mamária pode complementar a investigação. Uma não substitui a outra: cada exame enxerga coisas diferentes, e a combinação é definida caso a caso.

Agende sua mamografia em Belo Horizonte

Sou a Dra. Nayara Carvalho de Sá, mastologista titulada pela SBM e titulada em mamografia pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, com fellow em imaginologia mamária. Realizo exames e biópsias em duas clínicas parceiras em BH. Agende seu exame →

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