O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Mas há um dado que muda tudo: quando detectado no início, as chances de cura ultrapassam 90%. Conhecer os sinais de alerta e os fatores de risco — e manter os exames em dia — é o que coloca você do lado certo dessa estatística.
Sintomas e sinais de alerta do câncer de mama
Fique atenta a estas alterações e procure avaliação médica se notar qualquer uma delas:
- Nódulo endurecido na mama ou na axila, geralmente indolor;
- Mudança no tamanho ou formato da mama;
- Pele com aspecto de casca de laranja, retração ou repuxamento;
- Inversão do mamilo ou saída espontânea de secreção (especialmente com sangue);
- Vermelhidão, inchaço ou calor persistentes;
- Feridas na pele da mama ou no mamilo que não cicatrizam.
Dois lembretes importantes: nem todo nódulo é câncer — a maioria das alterações mamárias é benigna, como fibroadenomas e cistos — e, por outro lado, o câncer inicial geralmente não dá sintoma nenhum. Por isso os exames de rastreamento são indispensáveis mesmo para quem se sente perfeitamente bem.
Fatores de risco
- Idade (o risco aumenta a partir dos 50 anos);
- Histórico familiar de câncer de mama ou ovário, e mutações genéticas hereditárias (como BRCA1/BRCA2);
- Primeira menstruação precoce ou menopausa tardia;
- Primeira gestação após os 30 anos ou não ter tido filhos;
- Uso prolongado de hormônios;
- Obesidade, sedentarismo e consumo de álcool.
Ter fatores de risco não significa que a doença virá — e não ter nenhum não garante proteção. O que muda com o risco é a estratégia de rastreamento, definida individualmente com a mastologista.
Como o diagnóstico é feito
O caminho habitual: mamografia e/ou ultrassonografia identificam a alteração, e a biópsia guiada por imagem confirma (ou afasta) o diagnóstico. Nos casos confirmados, a imunohistoquímica define o subtipo do tumor e orienta o tratamento.
Como é o tratamento do câncer de mama
O tratamento é individualizado conforme o estágio da doença e as características do tumor, e pode combinar: cirurgia (cada vez mais conservadora, com técnicas de oncoplastia que preservam a estética), radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo. Quanto mais cedo o diagnóstico, menos agressivo tende a ser o tratamento necessário.
Perguntas frequentes
Câncer de mama dói?
Geralmente, não: o nódulo do câncer costuma ser indolor, e o câncer inicial muitas vezes não dá sintoma nenhum. Por isso, a ausência de dor nunca deve tranquilizar nem adiar a avaliação — nem substituir os exames de rastreamento.
Todo nódulo na mama é câncer?
Não — a maioria das alterações mamárias é benigna, como fibroadenomas e cistos. Mas todo nódulo novo merece avaliação de uma mastologista, justamente para confirmar isso com segurança.
Câncer de mama tem cura?
Sim. Quando detectado no início, as chances de cura ultrapassam 90% — e o tratamento tende a ser menos agressivo. É por isso que o diagnóstico precoce, com os exames em dia, faz tanta diferença.
Tenho fatores de risco. Isso significa que vou ter câncer?
Não. Ter fatores de risco não significa que a doença virá — e não ter nenhum não garante proteção. O que muda com o risco é a estratégia de rastreamento, definida individualmente com a mastologista.
Não adie a sua investigação
Sou a Dra. Nayara Carvalho de Sá, mastologista titulada pela SBM, dedicada ao diagnóstico do câncer de mama por exames e biópsias guiadas por imagem em Belo Horizonte. Se você notou qualquer alteração ou está com exames pendentes, agende seu exame ou biópsia →



