Tipos de câncer de mama: entenda a “impressão digital” do tumor

Cada câncer de mama tem uma "impressão digital". Conheça os subtipos — luminal A e B, HER2-positivo e triplo negativo — e o que significam.
Mãos da mastologista analisam chapas de mamografia com lupa sobre o negatoscópio

Você sabia que o câncer de mama não é uma doença única? Cada tumor tem a sua “impressão digital” — um conjunto de características biológicas que define seu comportamento e, principalmente, o tratamento mais eficaz. É por isso que duas mulheres com “câncer de mama” podem receber tratamentos completamente diferentes, e ambas estarem recebendo o melhor cuidado possível. Neste artigo, explico os tipos de câncer de mama e o que cada um significa.

Como descobrimos a “impressão digital” do tumor

A identificação é feita pelo exame de imunohistoquímica, realizado no material da biópsia. Ele avalia três fatores intrínsecos das células tumorais:

  • Receptores hormonais — presença de receptores de estrogênio e progesterona nas células;
  • HER2 — proteína da membrana celular associada a um crescimento mais rápido;
  • Ki-67 — a taxa de proliferação (velocidade de multiplicação) das células.

Os 4 subtipos do câncer de mama

A combinação desses fatores forma o que costumo chamar de “sobrenome” do câncer:

Luminal A

Receptores hormonais positivos, HER2 negativo e baixa proliferação. É o subtipo mais comum e o de comportamento mais indolente — a hormonioterapia é a base do tratamento.

Luminal B

Também com receptores hormonais positivos, mas com proliferação mais alta (Ki-67 elevado) ou HER2 positivo. Costuma exigir tratamento mais intensivo que o luminal A.

HER2-positivo (HER2 puro)

Marcado pelo excesso da proteína HER2, com receptores hormonais negativos. Tem tendência a crescimento mais rápido, mas conta hoje com terapias-alvo anti-HER2 que transformaram seu prognóstico.

Triplo negativo

Negativo para os três marcadores. É o subtipo que mais depende da quimioterapia — área em que os avanços recentes, como a imunoterapia, têm trazido novas perspectivas.

Por que isso importa tanto?

A “impressão digital” nos fala sobre o comportamento do câncer — risco de recidiva, padrão de metástases, agressividade — e, principalmente, norteia o tratamento: quais medicamentos usar, em que ordem e com que expectativa de resposta. É a medicina personalizada aplicada na prática: tratar o seu tumor, e não um câncer genérico.

Perguntas frequentes

Como descubro o subtipo do meu tumor?

Pelo exame de imunohistoquímica, realizado no material da biópsia. Ele avalia os receptores hormonais, a proteína HER2 e o índice de proliferação Ki-67 — a combinação define o subtipo.

Qual é o subtipo mais comum de câncer de mama?

O luminal A, que também é o de comportamento mais indolente. Nele, a hormonioterapia é a base do tratamento.

Existe um subtipo “pior” que os outros?

Cada subtipo tem um comportamento próprio: o triplo negativo é o que mais depende da quimioterapia, e o HER2-positivo tende a crescer mais rápido — mas as terapias-alvo transformaram seu prognóstico. O decisivo é identificar o subtipo certo e tratar com a estratégia certa.

Duas mulheres com câncer de mama podem receber tratamentos diferentes?

Sim — e isso é sinal de cuidado bem-feito. O tratamento é guiado pela “impressão digital” de cada tumor, e não por um protocolo genérico: é a medicina personalizada na prática.

O primeiro passo é um diagnóstico bem-feito

Tudo isso começa com uma biópsia de qualidade, com material suficiente para todas as análises. Sou a Dra. Nayara Carvalho de Sá, mastologista titulada pela SBM, dedicada a biópsias mamárias guiadas por imagem em Belo Horizonte. Agende seu exame ou biópsia →

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