A mamografia é a pedra fundamental do rastreamento do câncer de mama — e o único método isolado com comprovada redução da mortalidade pela doença. É um exame de raio-X das mamas capaz de encontrar alterações ainda em fase inicial, antes de qualquer sintoma, quando as chances de cura são maiores.
Sou mastologista titulada em mamografia pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, e a interpretação desse exame — e de tudo o que vem depois dele — é parte central do meu trabalho.
O que a mamografia detecta
- Nódulos, inclusive os pequenos demais para serem sentidos ao toque;
- Microcalcificações — pequenos depósitos de cálcio que podem ser a primeira e única manifestação de um câncer em fase inicial, e que aparecem apenas na mamografia;
- Assimetrias e distorções arquiteturais — mudanças sutis no padrão do tecido mamário que merecem investigação.
Quando fazer a mamografia
A Sociedade Brasileira de Mastologia orienta a mamografia anual a partir dos 40 anos para todas as mulheres. Para quem tem alto risco de câncer de mama — por história familiar importante ou predisposição genética, por exemplo —, o rastreamento é individualizado e pode começar mais cedo: essa definição é feita na consulta com a mastologista.
Como o exame é feito
Cada mama é posicionada no aparelho e comprimida por alguns segundos, enquanto são obtidas duas imagens em ângulos diferentes. A compressão é necessária — é ela que garante imagens nítidas com a menor dose de radiação —, e o desconforto, quando existe, dura segundos. O exame todo leva poucos minutos. Poucos serviços em Belo Horizonte contam com a tomossíntese (mamografia 3D) — a Redimama é um deles. A tomossíntese “folheia” a mama em fatias finas e aumenta a precisão da avaliação, especialmente nas mamas densas.
Como se preparar
No dia do exame, não use desodorante, talco ou pomadas nas mamas e axilas — esses produtos podem aparecer na imagem e simular alterações. E leve sempre os exames anteriores: a comparação com as imagens antigas é uma das ferramentas mais valiosas da interpretação, e evita investigações desnecessárias.
E se a mamografia mostrar uma alteração?
O laudo usa a classificação BI-RADS, que traduz o grau de suspeita de cada achado e orienta o próximo passo. Na maioria das vezes, uma alteração significa apenas a necessidade de complementar a avaliação — com novas incidências, ultrassom ou acompanhamento. Quando a biópsia é indicada, ela é feita de forma minimamente invasiva: core biopsy para nódulos e mamotomia para microcalcificações — esta guiada pela própria mamografia, pela técnica de estereotaxia. Receber um BI-RADS 4, por exemplo, não significa câncer: significa que o achado merece ser esclarecido com segurança.
Onde realizo a avaliação mamária em Belo Horizonte
Atendo na Redimama e na Lume Diagnósticos por Imagens, clínicas parceiras em BH, onde realizo exames e biópsias mamárias guiadas por imagem. Na Redimama, atuo também na interpretação e no laudo das mamografias. Endereços, mapas e telefones estão na página de atendimentos.
Perguntas frequentes
A mamografia dói?
O exame comprime a mama por alguns segundos, o que pode incomodar — mas é rápido e tolerável, e a compressão é justamente o que garante um exame de qualidade. Se as suas mamas são mais sensíveis, agendar o exame para a primeira quinzena do ciclo menstrual (após a menstruação) costuma diminuir o desconforto.
A partir de que idade devo fazer? E com que frequência?
Pela orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia, a mamografia deve ser anual a partir dos 40 anos. Mulheres de alto risco têm rastreamento individualizado, definido em consulta — muitas vezes começando antes dos 40.
Quem tem implante de silicone pode fazer mamografia?
Sim — e deve. O implante não sofre alteração pela compressão do exame, e são usadas manobras específicas para avaliar bem o tecido mamário. O benefício da mamografia é muito maior do que o risco mínimo relacionado à prótese.
Mamografia substitui o ultrassom (ou vice-versa)?
Não. Os dois exames se complementam: a mamografia é o exame de rastreamento — a única capaz de mostrar as microcalcificações —, e o ultrassom detalha nódulos, diferencia sólido de cisto e guia as biópsias. Em muitas situações, os dois são solicitados juntos.
A radiação da mamografia é perigosa?
A dose de radiação da mamografia é muito baixa e segura — e o benefício de detectar um câncer em fase inicial supera, com folga, esse risco mínimo. É um exame consagrado, feito por milhões de mulheres todos os anos no mundo.
O que significa o resultado BI-RADS?
BI-RADS é a classificação padronizada dos laudos de mamografia e ultrassom. Ela vai de 0 a 6 e traduz o grau de suspeita do achado, orientando o próximo passo — de rotina normal a acompanhamento ou biópsia. A maioria dos exames de rastreamento resulta em BI-RADS 1 ou 2, que são resultados normais ou benignos.
O convênio cobre a mamografia?
A mamografia de rastreamento é um exame amplamente coberto. Sobre a cobertura do seu plano, consulte diretamente a clínica onde o exame será realizado.
Agende sua mamografia em Belo Horizonte
Sou a Dra. Nayara Carvalho de Sá, mastologista titulada pela Sociedade Brasileira de Mastologia e em mamografia pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, com fellow em imaginologia mamária e procedimentos minimamente invasivos pela Redimama. Os exames e as biópsias mamárias guiadas por imagem são a minha área de dedicação especial. Agende seu exame ou biópsia →
